25/02/2009
Voyage vs Renault Logan
Voyage vence Renault Logan no duelo de sedãs populares
Para quem quer mais um hatch 1.0, os sedãs pequenos estão no degrau logo acima. Em número de vendas, eles só perdem para os chamados populares. Nesse comparativo, a briga foi entra dois dos mais importantes representantes desse grupo com motor de 1 litro: o Voyage, que marca a volta da Volkswagen ao segmento, e o Logan, um dos responsáveis por reerguer a Renault no mercado nacional.
Tabelado a partir de R$ 28.990, o VW de projeto mais novo, se impôs ao rival que, por 29.490 (versão Expression) aposta na relação espaço-preço. O modelo feito em São Bernardo do Campo (SP) tem mecânica mais eficiente e desenho mais atraente do que o carro produzido em São José dos Pinhais, no Paraná.
Os materiais utilizados na cabine do Volks estão longe de ser sofisticados, mas passam a impressão de ter qualidade superior. A ergonomia do Voyage também está num nível acima, com melhor posição de dirigir e dor comandos no painel.
Em movimento, o VW revela outras qualidades. Mesmo com a potência e torque ligeiramente menores (o motor do Voyage tem cabeçote de oito válvulas e o Logan, de 16), o desempenho não deixa a desejar.
Somado ao câmbio de engates precisos e à direção bem acertada, tem-se um carro gostoso de guiar, algo raro no segmento.
Já o sedâm da Renoult não mostra a mesma coesão mecânica. Em contrapartida, ganha no conforto de rodagem, graças ao longo entre-eixos (2,63 m) e à suspensão mais macia que no VW, de pegada leve e esportiva.
Além de fazer bem aos olhos, o estilo do Voyage é resultado de um projeto mais atual. Ele compartilha plataforma com o Polo e sua caixa de direção e suspensão são mais avançadas das que as do irmão.
O Logan se destaca por oferecer espaço interno e porta-malas dignos de médios a preço de compacto. Comparado ao Toyota Corolla, por exemplo, o bagageiro deste Renault leva 40 litros a mais e seu entre-eixo é 3cm maior. Mas, como foi feito para custar o mínimo possível, ele tem linhas antiquadas e acabamento simples demais.
Não que o Logan seja um exemplo de carro bem recheado, mas a Volks abusa da boa vontade de seus clientes. Afinal, quase tudo no Voyage é opcional.
Entre os itens pagos a parte há prosaicos, como o aquecedor, conta-giros - fundamental para aproveitar o máximo a potência de um motor 1.0 - e até mesmo o controle retrátil para os cintos de segurança traseiros laterais.
Esses três equipamentos vêm de fábrica na versão avaliada do Logan. Há uma configuração mais simples, Authentique, com tabela sugerida a partir de R$ 28.190. Mas esta não oferece comodidades como travas e vidros elétricos nem se o cliente quiser pagar à parte.
Um ponto alto no VW são os inúmeros opcionais. Como freios ABS, computador de bordo e toca CDs com leitor de MP3 e WMA, além de entradas USB e SD e Bluetooth. Esses itens são inexistentes no Renault, que só tem um simplório toca CDs vendido como acessório pelas concessionárias.
Outra vantagem no Voyage surge na hora de pagar o seguro. A média dos valores cotados nas três companhias pesquisadas foi de R$ 1374,33 contra R$ 1629,25 do Logan.
Os valores da cesta básica de peças de reposição apurada pelo jornal também é menos nas concessionárias da Volkswagen. Sai por R$ 1094,20 contra R$ 1232,84.
A favor do Renault pesa os três anos de garantia total, exclusividade no segmento. O VW oferece um ano de cobertura total e mais dois para motor e câmbio.